3. QUEM SÃO

Fonte: Violação dos Direitos Humanos. p. 124

A partir de pesquisa realizada pela PMSP/FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em 2010, buscando definir o perfil dos moradores de rua no Brasil, alguns itens podem ser pontuados:

  • 72 % dos 42,6 % dos moradores de rua não possuem qualquer documento, o que os exclui da vida de cidadãos.

  • A violência é fator alarmante:

  • Maior concentração geográfica: São Paulo. 62% dos moradores encontrados nas ruas das cidades encontram-se na área central: SÉ, REPÚBLICA, PARI, BRÁS, CAMBUCI, LIBERDADE, CONSOLAÇÃO, BELA VISTA, SANTA CECÍLIA E BOM RETIRO.
  • O álcool é a substância mais utilizada – 65%, sendo mais frequente entre os mais velhos.
  • O consumo de drogas atinge 37% dos moradores de rua da área central, sendo que a droga mais consumida é o crack.
  • Os principais serviços utilizados nessa área são os pronto-socorros e hospitais públicos. Em seguida estão os postos de saúde.
  • A UBS da Sé é a primeira especializada no atendimento à população de rua.  Os principais problemas de saúde que atingem os moradores de rua são transtornos mentais ou comportamentais, como o alcoolismo, hipertensão, diabetes e doenças respiratórias – especialmente tuberculose.
  • A maioria dos moradores de rua perdeu a sua última moradia na cidade de São Paulo, seja na condição de proprietário ou de inquilino do imóvel.
  • A proporção de moradias próprias era maior que as alugadas e poucas eram cedidas ou invadidas.
  • 72 % dos moradores de rua da área central são migrantes.

E ainda, conversando com a professora Aldaíza Sposati, sobre algumas leituras feitas sobre os moradores de rua no desenvolvimento do projeto Boracéa: “a população de rua não é homogênea… e que nós tínhamos que ter respostas a essas nuances… começamos a avaliar porquealguns  permaneciam nas ruas. E nós verificamos que era porque alguns albergues não permitiam entrada com carrinho, ou com animais, e também, tinham horários fixos para entrada ou saída. Então nós entendemos que nós teríamos que testar uma possibilidade de um serviço, que fosse aberto, sem constrangimento para entrar.”

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